| O Brasil está desde ontem podendo exportar 550 mil toneladas de açúcar dentro de cotas para a União Europeia (UE), por um acordo bilateral para compensar Brasília pelas perdas que as exportações brasileiras tiveram com a entrada da Bulgária e Romênia no bloco em 2007.
A expectativa é de que o país terá ganho adicional de US$ 200 milhões em exportações de açúcar e carnes para a UE. No caso do açúcar, a UE desde ontem colocou em vigor uma uma cota exclusiva para o Brasil exportar 300 mil toneladas, a ser preenchida por usineiros do Nordeste. A tarifa será de US$ 98 por tonelada, abaixo da alíquota extra-cota.
Há uma segunda cota, de 250 mil toneladas, na base de Nação Mais Favorecida (MNF). Significa que a cota é aberta a todos os exportadores, mas a expectativa é de que esse volume seja ocupado em boa parte pelo Brasil, por sua competitividade.
Na área de carnes, o Brasil poderá exportar mais 5 mil toneladas da carne bovina de alta qualidade, a cota Hilton, dobrando o volume do que pode vender com tarifa de 20%. Na venda fora da cota, a taxa é de 12,5% mais US$ 3.042 por tonelada. Com tarifa menor, o exportador pode obter prêmio de US$ 3 mil por tonelada. O país poderá exportar ainda carne de búfalo.
A UE abre ainda uma cota de 9 mil toneladas de carne bovina congelada, com tarifa de 20%, teoricamente para todos os exportadores, mas na prática procurando atender ao Brasil. A cota adicional de frango é de 2.500 toneladas, livre de alíquota. Uma nova cota entrou em vigor para a exportação de 2.500 toneladas de peru, também livre de taxa. (AM)
Fonte: Valor Econômico
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